Galo

Grupo 13 · dezenas:

49505152

Antes do despertador existir, o Brasil acordava com ele. O galo é o relógio do quintal, o anunciador da madrugada, o valente do terreiro — e, na tabela do Jogo do Bicho, é o grupo 13, dono das dezenas 49, 50, 51 e 52. Entre o Elefante e o Gato, o Galo canta de um posto privilegiado: o meio exato da lista dos 25 bichos.

O Galo na tabela do bicho

O Galo é o grupo 13 da tabela dos 25 bichos e responde pelas dezenas 49, 50, 51 e 52. Na aposta de grupo, vale a regra de sempre: a dezena sorteada — os dois últimos algarismos do prêmio — precisa ser uma das quatro do bicho. Prêmio terminado em 50 ou 52, por exemplo, é Galo cantando; terminado em 53, quem miou foi o Gato.

A posição do Galo tem uma graça aritmética: sendo o 13º de 25 grupos, ele é o centro perfeito da tabela — doze bichos antes, doze depois. E o número 13, que tanta gente evita no dia a dia, aqui é só a casa do galo. O grupo é a modalidade mais simples de todas; as outras formas de jogar, como dezena, centena e milhar, estão explicadas em modalidades de aposta, e a mecânica geral do sorteio em como funciona o Jogo do Bicho.

O que significa sonhar com galo

Na tradição dos palpites, o galo é o bicho dos avisos. Diz o costume que sonhar com galo cantando anuncia novidade chegando — notícia, visita, convite — e que o canto na madrugada fala de recomeço, de vida virando a página. Galo brigando, na leitura popular, seria alerta para discussões à vista; galo garnisé, pequeno e atrevido, palpite de valentia em gente de tamanho modesto.

Tudo isso é herança da cultura oral, contada de geração em geração como quem conta causo — tradição, não certeza. Há mais dessas leituras em sonhos e palpites.

Curiosidades

  • O galo de louça colorida, herdado da tradição portuguesa de Barcelos, virou enfeite clássico da cozinha brasileira — símbolo de fé, justiça e boa sorte, diz a lenda que o acompanha.
  • No futebol, mais de um clube brasileiro adotou o galo como mascote e apelido, justamente pela fama de valentia e de brigar até o fim.
  • “Ao primeiro canto do galo” é o jeito antigo de dizer “de madrugada”: no interior, o canto marcava a hora de acordar muito antes de qualquer relógio.
  • Em português, “galo” também é o calombo que nasce na testa depois de uma pancada — mais uma das muitas vidas da palavra no vocabulário popular.